“Se Deus quer a vocação, é Ele quem a sustenta”

Ainda que o mundo mude, é possível permanecer fiel à vocação sacerdotal: esta foi a mensagem do Papa no último sábado, em um discurso espontâneo a cerca de 60 seminaristas, com quem teve um encontro na capela do seminário de Freiburg, Alemanha.
Este era o único discurso, de todos os que o Pontífice pronunciou na sua viagem apostólica à Alemanha, que não foi escrito previamente.
Em resposta às inquietudes dos seminaristas, o Papa explicou qual é o significado do tempo que um aspirante a sacerdote passa no seminário. Para isso, tomou uma passagem do Evangelho de Marcos sobre a instituição dos Doze, que reflete uma dupla vontade de Jesus sobre seus discípulos: “estar com Ele” e “ser enviados” a uma missão.
A contraposição entre ambas as vontades é só aparente, explicou o Papa aos jovens: “Como sacerdotes, devemos sair aos múltiplos caminhos nos quais os homens se encontram, para convidá-los ao seu banquete nupcial. Mas só podemos fazer isso permanecendo sempre junto a Ele”.
“E aprender isso, esse sair, ser enviados, permanecendo junto a Ele, é – acho – precisamente o que temos de aprender no seminário.”
Outro dos elementos fundamentais do seminário, acrescentou Bento XVI, é “aprender a confiança” em Cristo, aprender a confiar-lhe a própria vocação: “Se Ele a quer realmente, então posso me confiar a Ele”.
Se Cristo quer essa vocação, Ele não a deixará morrer, disse o Papa: “Se Ele me ama, então também me sustentará; na hora da tentação, na hora do perigo, estará presente e me dará pessoas, me mostrará caminhos, me sustentará”.
O Papa sublinhou também dois outros aspectos da vida do seminário: o da importância de aprender a viver “com a Palavra” e o de aprender o que significa “ser Igreja”.
Com relação ao primeiro aspecto, disse que a chave para poder escutar Cristo é “aprender a escutá-lo de verdade – na Palavra da Sagrada Escritura, na fé da Igreja, na liturgia da Igreja – e aprender o hoje em sua Palavra”.
Se a pessoa vive com a Palavra, percebe que ela “não está longe, em absoluto, mas que é atualíssima, está presente agora, refere-se a mim e refere-se aos outros. E então aprendo também a explicá-la. Mas, para isso, é preciso um caminho constante com a Palavra de Deus”.
Com relação a aprender a ser Igreja, o Papa sublinhou que somente no “nós” é possível crer em Cristo.
“São Paulo escreveu que a fé vem da escuta, não da leitura. Precisa também da leitura, mas vem da escuta, isto é, da palavra vivente, das palavras que os outros me dirigem e que posso escutar; das palavras da Igreja através de todos os tempos, da palavra atual que esta me dirige por meio dos sacerdotes, bispos, irmãos e irmãs”, afirmou.
“Nós somos Igreja: sejamos Igreja! Sejamos Igreja precisamente nesse abrir-nos e ir além de nós mesmos; sejamos Igreja junto aos outros.”
Por último, o Papa falou aos seminaristas sobre a importância do estudo e da boa formação.
“Nosso mundo hoje é um mundo racionalista e condicionado pela cientificidade.” Diante disso, a fé “não é um mundo paralelo do sentimento, que nos permitimos além disso como um 'plus', mas é o que abraça o todo, lhe dá sentido, o interpreta e lhe dá também as diretrizes éticas interiores, para que seja compreendido e vivido frente a Deus e a partir de Deus”.
Por isso, o Papa sublinhou a importância de “estar informados, compreender, ter a mente aberta, aprender”.
Ainda que as modas filosóficas mudem, concluiu o Papa, “não é inútil aprender estas coisas, porque nelas também há elementos duradouros. E sobretudo, com isso aprendemos a julgar, a acompanhar mentalmente um raciocínio – e a fazê-lo de forma crítica – e aprendemos a fazer que, ao pensar, a luz de Deus nos ilumine e não se apague”.
“Estudar é essencial: somente assim podemos enfrentar a nossa época e anunciar-lhe o logos da nossa fé”, acrescentou.

"Podemos unir-nos ao 'sim' de Maria"

O “sim” de Maria está dirigido a Deus, mas também a cada um dos cristãos, pois Ela é a Mãe que Cristo nos entregou na cruz.
O Papa Bento XVI quis refletir sobre a grandeza do “sim” de Maria, que cada dia é recordado na oração do Ângelus deste último domingo 25 de setembro, durante a introdução a esta oração mariana, como é costume no domingo, com os fiéis reunidos na esplanada do aeroporto de Freiburg.
O Ângelus, explicou o Papa, “nos recorda sempre o começo histórico da nossa salvação”.
“O Arcanjo Gabriel apresenta à Virgem Maria o plano de salvação de Deus, segundo o qual Ela deveria tornar-se a Mãe do Redentor. Maria fica perturbada. Mas o Anjo do Senhor diz-Lhe uma palavra de consolação: 'Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus'. Deste modo, Maria pode dizer o seu grande 'sim'.”
“Este 'sim' a ser serva do Senhor é a adesão confiante ao plano de Deus e à nossa salvação”, observou o Papa.
“Maria diz este 'sim' a todos nós que, junto da Cruz, Lhe fomos confiados como filhos. E nunca mais revoga esta promessa. E é por isso que Ela deve ser chamada feliz, antes bem-aventurada, porque acreditou no cumprimento daquilo que Lhe foi dito da parte do Senhor.”
Recitando o Ângelus, disse o Pontífice, “podemos unir-nos a este 'sim' de Maria e aderir confiadamente à beleza do plano de Deus e da providência que Ele, na sua graça, reservou para nós”.
Dessa forma, “na nossa vida, o amor de Deus tornar-se-á, por assim dizer, carne, tomará progressivamente forma”.
“Não devemos ter medo no meio das nossas preocupações sem fim. Deus é bom”, afirmou.

O Papa fala aos jovens na Alemanha


Para começarmos bem este Domingo, compartilho com vocês as palavras que Bento XVI dirigiu ontem dia 24 de setembro na vigília de oração com os jovens na Feira de Freiburg im Breisgau, Alemanha. 
Queridos jovens amigos!
Durante todo o dia, pensei com alegria a esta noite, quando poderia estar aqui junto convosco e estar unido a vós na oração. Talvez alguns de vós tenham estado presentes na Jornada Mundial da Juventude, onde pudemos experimentar a singular atmosfera de serenidade, profunda comunhão e íntima alegria que caracteriza uma vigília nocturna de oração. Espero que possamos nós também fazer a mesma experiência neste momento: Que o Senhor nos toque e faça de nós testemunhas jubilosas, que rezam juntas e servem de suporte umas às outras não só nesta noite, mas durante toda a nossa vida.
Em todas as igrejas, nas catedrais e nos conventos, em toda a parte onde se reúnem os fiéis para a celebração da Vigília Pascal, a mais santa de todas as noites começa com o acendimento do círio pascal, cuja luz é transmitida a todos os presentes. Uma minúscula chama irradia-se para muitas luzes e ilumina a casa de Deus que estava às escuras. Neste maravilhoso rito litúrgico que imitámos nesta vigília de oração, desvenda-se-nos, através de sinais mais eloquentes do que as palavras, o mistério da nossa fé cristã. Jesus, que diz de Si próprio: «Eu sou a luz do mundo» (Jo 8, 12), faz brilhar a nossa vida, para ser verdadeiro o que acabámos de ouvir no Evangelho: «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 14). Não são os nossos esforços humanos nem o progresso técnico do nosso tempo que trazem a luz a este mundo. Experimentamos sempre de novo que o nosso esforço por uma ordem melhor e mais justa tem os seus limites. O sofrimento dos inocentes e, enfim, a morte de cada homem constituem uma escuridão impenetrável que pode talvez ser momentaneamente iluminada por novas experiências, como a noite o é por um relâmpago; mas, no fim, permanece uma escuridão acabrunhadora.
Ao nosso redor pode haver a escuridão e as trevas, e todavia vemos uma luz: uma chama pequena, minúscula, que é mais forte do que a escuridão, aparentemente tão poderosa e insuperável. Cristo, que ressuscitou dos mortos, brilha neste mundo, e fá-lo de modo mais claro precisamente onde tudo, segundo o juízo humano, parece lúgubre e sem esperança. Ele venceu a morte – Ele vive – e a fé n’Ele penetra, como uma pequena luz, tudo o que é escuro e ameaçador. Certamente quem acredita em Jesus não é que vê sempre só o sol na vida, como se fosse possível poupar-lhe sofrimentos e dificuldades, mas há sempre uma luz clara que lhe indica um caminho que conduz à vida em abundância (cf. Jo 10, 10). Os olhos de quem acredita em Cristo vislumbram, mesmo na noite mais escura, uma luz e vêem já o fulgor dum novo dia.
A luz não fica sozinha. Ao seu redor, acendem-se outras luzes. Sob os seus raios, delineiam-se de tal modo os contornos do ambiente que nos podemos orientar. Não vivemos sozinhos no mundo. Precisamente nas coisas importantes da vida, temos necessidade de outras pessoas. Assim, de modo particular na fé, não estamos sozinhos, somos anéis na grande corrente dos crentes. Ninguém chega a crer, senão for sustentado pela fé dos outros; mas, por outro lado, com a minha fé contribuo para confirmar os outros na sua fé. Ajudamo-nos mutuamente a ser exemplo uns para os outros, partilhamos com os outros o que é nosso, os nossos pensamentos, as nossas acções, a nossa estima. E ajudamo-nos mutuamente a orientar-nos, a identificar o nosso lugar na sociedade.
Queridos amigos, diz o Senhor: «Eu sou a luz do mundo; vós sois a luz do mundo». É uma coisa misteriosa e magnífica que Jesus tenha dito de Si próprio e de cada um de nós a mesma coisa, ou seja, que «somos luz». Se acreditarmos que Ele é o Filho de Deus que curou os doentes e ressuscitou os mortos, antes, que Ele mesmo ressuscitou do sepulcro e está verdadeiramente vivo, então compreenderemos que Ele é a luz, a fonte de todas as luzes deste mundo. Nós, ao contrário, não cessamos de experimentar a falência dos nossos esforços e o erro pessoal, apesar das melhores intenções. Ao que parece, não obstante o seu progresso técnico, o mundo onde vivemos, em última análise, não se tem tornado melhor. Existem ainda guerras, terror, fome e doença, pobreza extrema e desalmada repressão. E mesmo aqueles que, na história, se consideraram «portadores de luz», mas sem ter sido iluminados por Cristo que é a única verdadeira luz, para dizer a verdade, não criaram paraíso terrestre algum, antes instauraram ditaduras e sistemas totalitários onde até a mais pequena centelha de humanismo foi sufocada.
Neste ponto, não devemos calar o facto de que o mal existe. Vemo-lo em tantos lugares deste mundo; mas vemo-lo também – e isto assusta-nos – na nossa própria vida. Sim, no nosso próprio coração, existe a inclinação para o mal, o egoísmo, a inveja, a agressividade. Com uma certa autodisciplina, talvez isto se possa, em certa medida, controlar. Caso diverso e mais difícil se passa com formas de mal mais escondido, que podem envolver-nos como um nevoeiro indefinido, tais como a preguiça, a lentidão no querer e no praticar o bem. Repetidamente, ao longo da história, pessoas atentas fizeram notar que o dano para a Igreja não vem dos seus adversários, mas dos cristãos tíbios. Então como pode Cristo dizer que os cristãos – sem ter excluído os cristãos fracos e frequentemente tão tíbios –são a luz do mundo? Compreenderíamos talvez que Ele tivesse gritado: Convertei-vos! Sede a luz do mundo! Mudai a vossa vida, tornai-a clara e resplandecente! Não será caso de ficar maravilhados ao vermos que o Senhor não nos dirige um apelo, mas diz que somos a luz do mundo, que somos luminosos, que resplandecemos na escuridão?
Queridos amigos, o apóstolo São Paulo, em muitas das suas cartas, não tem receio de designar por «santos» os seus contemporâneos, os membros das comunidade locais. Aqui torna-se evidente que cada batizado – ainda antes de poder realizar boas obras ou particulares ações – é santificado por Deus. No batismo, o Senhora acende, por assim dizer, uma luz na nossa vida, uma luz que o Catecismo chama a graça santificante. Quem conservar essa luz, quem viver na graça, é efectivamente santo.
Queridos amigos, a imagem dos santos foi repetidamente objecto de caricatura e apresentada de modo distorcido, como se o ser santo significasse estar fora da realidade, ser ingénuo e viver sem alegria. Não é raro pensar-se que um santo seja apenas aquele que realiza ações ascéticas e morais de nível altíssimo, pelo que se pode certamente venerar mas nunca imitar na própria vida. Como é errada e desalentadora esta visão! Não há nenhum santo, à excepção da bem-aventurada Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha caído alguma vez. Queridos amigos, Cristo não se interessa tanto de quantas vezes vacilastes e caístes na vida, como sobretudo de quantas vezes vos erguestes. Não exige acções extraordinárias, mas quer que a sua luz brilhe em vós. Não vos chama porque sois bons e perfeitos, mas porque Ele é bom e quer tornar-vos seus amigos. Sim, vós sois a luz do mundo, porque Jesus é a vossa luz. Sois cristãos, não porque realizais coisas singulares e extraordinárias, mas porque Ele, Cristo, é a vossa vida. Sois santos, porque a sua graça actua em vós.
Queridos amigos, nesta noite em que nos reunimos em oração ao redor do único Senhor, vislumbramos a verdade da palavra de Cristo segundo a qual não pode ficar escondida uma cidade situada no cimo de um monte. Esta assembleia brilha nos vários significados da palavra: quer no clarão de inúmeras luzes, quer no resplendor de tantos jovens que acreditam em Cristo. Uma vela só pode dar luz, se se deixar consumir pela chama; permaneceria inútil, se a sua cera não alimentasse o fogo. Permiti que Cristo arda em vós, ainda que isto possa às vezes implicar sacrifício e renúncia. Não tenhais medo de poder perder alguma coisa, ficando, no fim, por assim dizer de mãos vazias. Tende a coragem de empenhar os vossos talentos e os vossos dotes pelo Reino de Deus e de vos dar a vós mesmos – como a cera da vela –, para que o Senhor ilumine, por vosso meio, a escuridão. Sabei ousar ser santos ardorosos, em cujos olhos e coração brilha o amor de Cristo e que, deste modo, trazem luz ao mundo. Eu confio que vós e muitos outros jovens aqui na Alemanha sejam chamas de esperança, que não ficam escondidas. «Vós sois a luz do mundo». Amen.
[Copyright 2011 - ©Libreria Editrice Vaticana]

Fé: acreditar junto com os outros

Continua a viagem Apostólica de Bento XVI à Alemanha, que tem como lema "Onde estiver Deus, há futuro." É a sua 21ª viagem apostólica internacional e a terceira à Alemanha, sua terra natal.
Bento XVI recordou ainda que a Turíngia, na República Democrática Alemã teve de suportar uma ditadura «pardacenta» [nazista] e uma «vermelha» [comunista], cujo efeito sobre a fé era parecido com o que tem a chuva ácida. Desse tempo, há ainda muitas consequências tardias a debelar, sobretudo no âmbito intelectual e religioso!

Todos nós estamos convencidos de que a nova liberdade ajudou a dar à vida dos homens uma dignidade maior e a abrir novas e variadas possibilidades. Mas estas possibilidades trouxeram-nos também um crescimento na fé?, perguntou-se o Papa. Não será talvez preciso procurar as raízes profundas da fé e da vida cristã noutra realidade bem diversa da liberdade social? Houve muitos católicos resolutos que permaneceram fiéis a Cristo e à Igreja, precisamente na difícil situação de uma opressão exterior. E o Papa citou a pastoral dos refugiados imediatamente depois da II Guerra Mundial: então muitos clérigos e leigos realizaram grandes coisas para atenuar a penosa situação dos prófugos e dar-lhes uma nova Pátria.

Bento XVI não deixou de recordar o Santos desta terra, afirmando que o seu testemunho de fé pode, também hoje, dar-nos a coragem para um novo despertar. 
“Aqui pensemos sobretudo nos Santos Padroeiros da diocese de Erfurt: Isabel da Turíngia, Bonifácio e Kilian. Isabel veio de um país estrangeiro, da Hungria, para Wartburg na Turíngia. Levou um vida de intensa oração, associada com a penitência e a pobreza evangélica. Regularmente, descia do seu castelo até à cidade de Eisenach para lá cuidar pessoalmente dos pobres e dos doentes. Foi breve a sua vida nesta terra – chegou apenas à idade de vinte e quatro anos –, mas o fruto da sua santidade foi imenso. Santa Isabel goza de grande estima também entre os cristãos evangélicos; pode ajudar-nos a todos a descobrir a plenitude da fé transmitida e a traduzi-la na nossa vida diária”.


Que têm em comum estes Santos? Perguntou o Papa. Como podemos descrever a faceta particular da sua vida, tornando-a fecunda para nós? Sim, os Santos mostram-nos que é possível e que é bom viver, de modo radical, a relação com Deus, colocando Deus no primeiro lugar e não como uma realidade entre as outras. E falou sobre o que é a fé:
“Essencialmente, a fé é sempre também um acreditar junto com os outros. O fato de poder crer devo-o, antes de mais nada, a Deus que Se dirige a mim e, por assim dizer, «acende» a minha fé. Mas, de um modo muito concreto, devo a minha fé também àqueles que vivem ao meu redor e que acreditaram antes de mim e acreditam juntamente comigo. Este «com», sem o qual não pode haver qualquer fé pessoal, é a Igreja”. 
Os Santos, apesar de serem poucos, mudam o mundo destacou ainda o Papa concluindo suas palavra recordando o sino da catedral de Erfurt que se chama «Glorioso». É considerado o maior sino medieval do mundo que oscila livremente. É um sinal palpável do profundo enraizamento na tradição cristã, do povo da Turíngia mas também um sinal para nos pormos a caminho empenhando-nos na missão. O referido sino tocou hoje no fim da Missa solene. 
Fonte: Rádio Vaticano

Pertencer ao Corpo de Cristo constitui uma “decisão séria”

A Igreja não é “uma das muitas organizações presentes numa sociedade democrática”, mas o próprio corpo de Cristo; pertencer ao Corpo de Cristo constitui uma “decisão séria” que cada um tem de tomar.
O Papa fez essa afirmação no fim da tarde desta quinta-feira em Berlim, ao presidir à celebração da missa no Estádio Olímpicocom a presente de 70 mil católicos,no contexto de sua viagem à Alemanha.
“Alguns olham para Igreja, detendo-se no seu aspecto exterior – constatou o Papa – e assim “ela aparece-lhes apenas como uma das muitas organizações presentes numa sociedade democrática; e, segundo as normas e leis desta, se deve depois avaliar e tratar inclusive uma figura tão difícil de compreender como é a «Igreja»”.
“Se depois se vem juntar ainda a experiência dolorosa de que, na Igreja, há peixes bons e maus, trigo e joio, e se o olhar se fixa nas realidades negativas, então nunca mais se desvenda o grande e profundo mistério da Igreja.”
“Crescem insatisfação e descontentamento, se não virem realizadas as próprias ideias superficiais e erróneas de «Igreja» e os próprios «sonhos de Igreja»”, disse o Papa.
Bento XVI se referiu ao evangelho recém-proclamado: “Jesus não diz: «Vós sois a videira»; mas: «Eu sou a videira, vós os ramos». Isto significa: «Assim como os ramos estão ligados à videira, assim também vós pertenceis a Mim! Mas, pertencendo a Mim, pertenceis também uns aos outros»”.
Esta relação recíproca – advertiu o Papa – “não se trata de qualquer relação ideal, imaginária, simbólica, mas é – apetece-me quase dizer – um pertencer a Jesus Cristo em sentido biológico, plenamente vital”.
“Ele continua a viver na sua Igreja neste mundo. Ele está connosco, e nós estamos com Ele. «Porque Me persegues?»: destas palavras se conclui que é a Jesus que ferem as perseguições contra a sua Igreja. E, ao mesmo tempo, não estamos sozinhos quando somos oprimidos por causa da nossa fé. Jesus está conosco.”
A Igreja é o “«universal sacramento de salvação», que existe para os pecadores, a fim de lhes abrir o caminho da conversão, da cura e da vida. Esta é a verdadeira e grande missão da Igreja, que Cristo lhe conferiu”, afirmou, rejeitando outras “visões superficiais”.
“Cada um de nós vê-se aqui confrontado com tal decisão. E o Senhor, na sua parábola, insiste na seriedade da mesma: «Se alguém não permanecer em Mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem»”.
“A escolha aqui pedida faz-nos compreender, de modo insistente, o significado existencial da nossa opção de vida.”
“Ao mesmo tempo a imagem da videira é um sinal de esperança e confiança”, pois Deus “sabe transformar em amor mesmos as coisas pesadas e acabrunhadoras da nossa vida. Importante é «permanecermos» na videira, em Cristo”.
“No nosso tempo de inquietação e indiferença, em que tanta gente perde a orientação e o apoio; em que a fidelidade do amor no matrimónio e na amizade se tornou tão frágil e de breve duração; em que nos apetece gritar, em nossa necessidade, como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica connosco, porque anoitece, sim, é escuro ao nosso redor!»; aqui o Senhor ressuscitado oferece-nos um refúgio, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança. Onde a secura e a morte ameaçam os ramos, aí, em Cristo, há futuro, vida e alegria.”

Fonte: Zenit 

São Pio de Pietrelcina

"Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo"  (Gál 6, 14).
Com sua imensa popularidade e seus assombrosos dons sobrenaturais, São Pio de Pietrelcina foi, acima de tudo, uma alma crucificada, oferecida como vítima voluntária pelo mundo, escondida em um permanente colóquio com o Senhor. É dessas íntimas profundidades que emerge a força pela qual ele chegou a identificar-se por inteiro com Nosso Senhor. Os estigmas da Paixão são o selo exterior dessa união mística entre o Criador e sua criatura .
Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do  seu   Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

Hoje gostaria de presenteá-los com as últimas imagens de São Pio celebrando a Eucaristia.


“Se os homens conhecessem o valor da Santa Missa, a Polícia tería que estar sempre às portas das Igrejas para manter a ordem por causa da grande quantidade de pessoas que a assitiriam.” (São Pe.Pio)

Fonte: Arautos do Evangelho

Relatos de um peregrino da JMJ 2011 Madrid

A chegada da Cruz e do ícone de Nossa Senhora ao Brasil, aquece em nossos corações a grande alegria pela Jornada Mundial da Juventude de 2013.
Esta chegada é marcada por alguns acontecimentos e o testemunho de jovens que participaram de versões anteriores é um deles, sendo assim, hoje gostaria de compartilhar com vocês o relato do jovem de nossa paróquia Renato Albuquerque, que vivenciou cada momento desta jornada.

Despedida na Paróquia
Pascom: Como foi sua reação ao saber que você ia a JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE?
Renato: Quando fiquei sabendo que iria para a JMJ fiquei muito feliz, mas a "ficha" não caiu na mesma hora. Quando cheguei em casa me sentei no sofá comecei a pensar, que eu iria representar uma paroquia inteira e que a responsabilidade era muito grande, mas graças a Deus consegui representar essa  paroquia que tenho tanto orgulho. 


Pascom: Como foi pra você passar estes dias na JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE?
Renato: Passar esses dias na jornada foi de grande importância para mim e para todos os jovens que la estavam. Viver a jornada não exige somente disposição e sim muita fé, porque o cansaço é muito grande e só a fé pode sustentar todos. A JMJ foi de grande aprendizado e fortalecimento espiritual para mim, ver mais de 1 milhão é 500 mil jovens ali com o mesmo objetivo que eu de buscar mais a Deus é mostrar para o mundo que essa é a juventude do papa .

Pascom: Como foi a convivência com os outros jovens e a descoberta destes novos lugares?
Embarque Para Madrid

Renato: A convivência com os jovens tanto do Brasil que eu ainda não conhecia e com os jovens da Espanha foi 100%. Coversamos, conhecemos uns aos outros, trocamos facebook etc. Fiz grandes amizades na Espanha com pessoas legais que me acolheram com muito carinho, e que me deram atenção. Sem falar que os brasileiros foram muito bem recebidos na Espanha, eles são pessoas muito acolhedoras.



Pascom: Como foram os momentos com o Santo Padre o papa Bento XVI?
Renato: Os momentos com o Papa foram os mais complicados porque estes eventos reuniam muita gente, então para chegar nos locais era complicado, mas com a graça de Deus ocorreu tudo bem. Mas estar nestes momentos com o Papa foi ótimo, diferente, esplendoroso, gratificante, e muito sacrificado vê-lo a uns 500 metros de distancia mas ouvir ele falando para todos aqueles jovens em nome de Deus é muito gratificante .

No convento com as Clarissas
Pascom: Qual foi a parte mais emocionante da JMJ?
Renato: A parte mais emocionante da JMJ foi a vigília com o Papa. Foram os momentos da minha vida que eu mais passei por provações. Dormir em cima de formigueiros, pedras e com o chão molhado por causa da chuva além de uma ventania muito forte. Porém o que mais me emocionou foi ver que com tudo isso acontecendo o Papa não saiu do palco e ficou conosco, os cardeais pediram que ele se retirasse do palco mais ele ficou e ao amanhecer o Papa disse que essa chuva foi uma chuva de graça e que todos os jovens permaneceram firmes na fé sem ao menos uma pessoa ter saído do aeroporto.

Pascom:O que você trouxe em seu coração desta JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE?
Renato: O pensamento é que mesmo nos momentos difíceis de nossas vidas nunca estamos sozinhos. Tenha fé lute pelo o que você quer Deus sempre esta com você, na chuva, no formigueiro, na ventania nas tempestades Ele nunca te abandona basta você crer, sabendo que ser de Deus e resistir as tentações é morrer para o mundo.

Pascom: Como você ficou ao saber que a próxima Jornada será no Rio? Quais as suas expectativa para a JMJ RIO 2013?
Renato: Fiquei muito feliz em saber que o Rio de Janeiro vai poder acolher os católicos de todas as partes do país e do mundo com suas diferentes culturas. Minhas expectativas para 2013 é de que o Rio ofereça uma estrutura semelhante a da JMJ 2011, porque mesmo com muita gente em Madrid foi tudo bem organizado, não ocorreu trânsito em momento algum, fomos muito bem recebidos. Espero ser voluntario em 2013 e espero também que Rio do Ouro possa acolher jovens de alguma parte do mundo.
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Que a graça de Deus esteja com os Jovens de todas as partes do mundo que estiveram nesta Jornada e com todos nós que estaremos em 2013 "firmes na fé" para trabalharmos e poder viver cada momento da JMJ Rio 2013. 
Viva a Jesus Sacramentado, nosso Deus amado! Alegria de nossa juventude!

Jovens acolhem cruz da JMJ neste domingo em São Paulo

A festa de acolhida no Brasil da Cruz dos jovens e do ícone de Nossa Senhora, símbolos da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), cuja próxima edição será no Rio de Janeiro, em 2013, acontece neste domingo em São Paulo.
O evento, intitulado “Bote Fé”, será realizado durante todo o domingo (18), no Campo de Marte, zona norte de São Paulo, com transmissão ao vivo pelo site www.botefesp.com.br.
Das 9h às 21h acontecem apresentações musicais, pregações e testemunhos para um público estimado de 60 mil pessoas da capital e Grande São Paulo, além de caravanas de diversos estados.
O evento apresentará  testemunhos de jovens que participaram de jornadas anteriores, espetáculo teatral, lançamento oficial do site JMJ Rio-2013, além de shows com vários cantores católicos como padre Fábio de Mello, padre Reginaldo Manzotti, padre Juarez Castro, Dunga, Vida Reluz, Eliana Ribeiro entre outros.
"A Cruz é sempre um indicativo de Jesus Cristo para convocar os jovens a se encontrarem com Cristo. Da mesma forma o Ícone de Nossa Senhora indica a presença materna da Mãe de Jesus junto aos seguidores de Cristo”, afirmou o cardeal Odilo Scherer.
O ponto alto do evento será a chegada a Cruz e do Ícone de Nossa Senhora seguida de uma missa solene presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por inúmeros bispos, entre eles o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, representante do Papa Bento 16.
A rádio 9 de Julho (AM 1600 kHz), da arquidiocese de São Paulo, também transmitirá o evento, além de diversas emissoras de rádio e televisão católicas que darão ampla cobertura para o “Bote Fé”.
Depois da passagem por São Paulo, a Cruz e o Ícone vão percorrer 275 dioceses no Brasil até a vinda do Papa Bento XVI, em julho de 2013, para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
Os símbolos da Jornada devem passar por todas as 17 Regionais da CNBB. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome "Bote Fé".
Em dezembro de 2012, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Eles retornam em janeiro de 2013 para o Sul do Brasil. A etapa final acontecerá no Sul de Minas, no Vale do Paraíba (São Paulo) e, finalmente, no Estado do Rio de Janeiro, onde chegam em abril de 2013.

"Estamos na era da Nova Evangelização" (Bento XVI)

“O Evangelho transformou o mundo e ainda o está transformando, como um rio que irriga um grande campo”: Foi o teor do discurso feito por Bento XVI esta manhã, ao dirigir-se a 4.500 fiéis que foram à sua residência de verão para participar da oração dominical do Angelus. 
“A Boa Nova destina-se a todos os homens e povos, e transforma a partir de dentro todas as culturas, abrindo-as à verdade fundamental: Deus é amor, se fez homem em Jesus e com o seu sacrifício resgatou a humanidade da escravidão do mal, oferecendo-lhe uma esperança concreta” – disse. 
Hoje, vivemos ainda uma época de Nova Evangelização. Amplos horizontes estão se abrindo ao anúncio do Evangelho, enquanto regiões de antiga tradição cristã são chamadas a redescobrir a beleza da fé. Os protagonistas desta missão são os homens e mulheres que como São Paulo, podem dizer: “Para mim, viver é Cristo”.

Citando as pessoas, famílias e comunidades que aceitam trabalhar na vinha do Senhor, Bento XVI explicou que são trabalhadores humildes e generosos que não pedem recompensas senão participar da missão de Jesus e da Igreja.

Após recordar todas estas pessoas, o Papa convidou a rezarmos para que amadureçam em toda a Igreja vocações sacerdotais, religiosas e leigas, para o serviço da Nova Evangelização.

Em sua reflexão de hoje, Bento XVI se inspirou num trecho da Carta aos Filipenses em que se reitera que “Cristo não é apenas um personagem histórico, um mestre de sabedoria ou um líder religioso, mas um homem que Deus habita pessoalmente”.

Após rezar a oração mariana, o Papa agradeceu o grupo de agricultores italianos que lhe levaram de presente uma colmeia com meio milhão de abelhas a serem colocadas na fazenda de Castel Gandolfo. Esta iniciativa faz parte de uma ‘Campanha Amiga’, promovida pelos cultivadores no âmbito do mês de Salvaguarda da Criação para tutelar espécies salvas da extinção.

O Papa saudou os fiéis em várias línguas, e em alemão, pediu a seus conterrâneos que rezem pelo êxito de sua iminente viagem à Alemanha, a partir de 5ª feira próxima.

Em francês, Bento XVI recordou aos pais seu dever de encorajar seus filhos nos estudos e no período das escolhas que a vida lhes proporciona. Frisou que a família e a escola são "a boa terra que prepara a humanidade de amanhã", e pediu orações "para que todas as crianças possam receber a educação a que têm direito". 
Enfim, o Papa concedeu a todos a sua benção apostólica. 

Papa aos namorados: não temer o casamento


O Papa Bento XVI celebrou um emotivo encontro com jovens casais de namorados na Praça do Plebiscido, em Ancona, neste domingo.
Ao se dirigir aos casais de namorados, Bento XVI os convidou a considerar o namoro como “um itinerário de fé” e a não ter medo de assumir as responsabilidades que o matrimônio cristão implica.
“A Eucaristia – disse o pontífice –, dom de Cristo para a salvação do mundo, indica e contém o horizonte mais verdadeiro da experiência que vocês estão vivendo: o amor de Cristo como plenitude do amor humano”.
“A experiência do amor tem dentro de si a tensão para Deus”, disse. Ele pediu que os jovens façam do tempo de preparação ao casamento “um itinerário de fé”.
“Redescubram em sua vida de casal a centralidade de Jesus Cristo e do caminhar na Igreja”. 
“Não descuidem da importância vital deste encontro; da Eucaristia brota o sentido cristão da existência e uma forma nova de viver”.
“Não tenham medo de assumir a comprometida responsabilidade da eleição conjugal; não temam entrar neste ‘grande mistério’, no qual duas pessoas se tornam uma só carne”.
Fonte: Zenit

Deus na vida cotidiana


A primazia de Deus na vida cotidiana é necessária para que o homem encontre a verdade sobre si mesmo, pois as ideologias que têm procurado organizar a sociedade prescindindo de Deus não puderam satisfazer o homem.
Esta é a mensagem que o Papa Bento XVI lançou hoje na homilia com a qual encerrou o 25º Congresso Eucarístico Italiano, nos estaleiros da cidade italiana de Ancona, às margens do Adriático.
O Papa sublinhou a importância de que Deus "volte a estar" na sociedade humana.
"O que é preciso recuperar primeiro no nosso mundo e nas nossas vidas é a primazia de Deus, porque esta primazia é o que nos permite voltar a encontrar a verdade do que somos, e é conhecer e seguir a vontade de Deus, onde encontramos nosso verdadeiro bem”.
No mundo de hoje, "após ter deixado Deus de lado, ou tê-lo tolerado como uma escolha privada que não deve interferir na vida pública, certas ideologias tentaram organizar a sociedade com a força do poder e da economia".
Mas – prosseguiu – "a história demonstra, dramaticamente, que o objetivo de assegurar a todos o desenvolvimento, o bem-estar material e a paz, prescindido de Deus e de sua revelação, resultou em dar aos homens pedras em vez de pão."
Isso acontece, porque o homem é "incapaz de dar a vida para si mesmo", mas "se compreende só a partir de Deus: é a relação com ele que dá consistência a nossa humanidade e que torna nossa vida boa e justa".
Por outro lado, o Papa afirmou que o homem não pode ser "verdadeiramente livre" sem Deus. "Muitas vezes – disse –, confundimos a liberdade com a ausência de vínculos, com a convicção de poder agir sozinhos, sem Deus, que é visto como um limite à liberdade".
No entanto – prosseguiu –, "esta é uma ilusão que logo se torna desilusão, criando agitação e medo", pois "só na abertura a Deus, na acolhida de seu dom, somos verdadeiramente livres, livres da escravidão do pecado, que desfigura o rosto do homem, e capazes de servir ao verdadeiro bem dos irmãos.”O Papa disse que é essencial "dar tempo e espaço para Deus, para seja o centro vital" da existência humana.
A "fonte para recuperar e reafirmar a primazia de Deus" é a Eucaristia: "aqui Deus se faz tão próximo que se torna nosso alimento, aqui Deus se faz força no caminho muitas vezes difícil, aqui se faz presença amiga que transforma".
"A comunhão eucarística, queridos amigos, nos tira de nosso individualismo, nos comunica o espírito do Cristo morto e ressuscitado, nos molda a Ele; nos une intimamente aos irmãos neste mistério de comunhão que é a Igreja, onde o único Pão faz de muitos um só corpo”, disse.
Fonte: Zenit

Natividade de Nossa Senhora

Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. Nsa_Sra_Menina.jpg
Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.
 
De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade. 


Alegria até para os Anjos
A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:
"Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria .
Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha." (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)
Só no Céu houve Festa
Ainda que sendo Maria a "Virgem bela e Gloriosa" que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, (Patriarca Fócio, Homilia sobre a Natividade,PG 43) visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.
Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.
«O nascimento da nova Eva»
Alegra-te, Adão, nosso pai, e sobretudo tu, Eva, nossa mãe. Fostes ao mesmo tempo os nossos pais e os nossos assassinos; vós que nos destinastes à morte ainda antes de nos terdes dado à luz, consolai-vos agora. Uma das vossas filhas – e que filha! – vos consolará… Vem então, Eva, corre para junto de Maria. Que a mãe recorra à sua filha; a filha responderá pela mãe e apagará a sua falta… Porque a raça humana será agora elevada por uma mulher.
Que dizia Adão outrora? "A mulher que me deste ofereceu-me o fruto da árvore e eu comi." (Gn 3,12) Eram palavras más, que agravavam a sua falta em vez de a apagarem. Mas a divina Sabedoria triunfou sobre tanta malícia; aquela ocasião de perdoar que Deus tinha tentado em vão fazer nascer, ao interrogar Adão, eis que agora a encontra no tesouro da sua inesgotável bondade. A primeira mulher é substituída por outra, uma mulher sábia no lugar da insensata, uma mulher humilde tanto quanto a outra era orgulhosa.
Em vez do fruto da árvore da morte, ela apresenta aos homens o pão da vida; substitui aquele alimento amargo e envenenado pela doçura dum alimento eterno. Muda então, Adão, a tua acusação injusta em expressão de agradecimento e diz: "Senhor, a mulher que tu me deste apresentou-me o fruto da árvore da vida. Comi dele e o seu sabor foi para mim mais delicioso do que o mel (Sl 18,11), porque por este fruto me devolveste a vida." Eis porque é que o anjo foi enviado a uma virgem. Ó Virgem admirável, digna de todas as honras! Ó mulher que temos de venerar infinitamente entre todas as mulheres, tu reparas a falta dos nossos primeiros pais, tu dás vida a toda a sua descendência.
(S. Bernardo (1091-1153): Louvores da Virgem Maria - homilia 2)

Fonte:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?mes=9&dia=8&id=246

http://www.arautos.org.br/especial/19039/A-Natividade-de-Maria.html

A tentação da fé

O Pontífice, quis propor aos presentes, dentro do seu ciclo de catequeses sobre a oração, toda uma lectio divina com o salmo 3.

No salmo, no entanto, “os inimigos tentam também destruir este vínculo com Deus e destruir a fé da sua vítima. Estes insinuam que o Senhor não pode intervir, afirmam que nem Deus pode salvá-lo”.
Este salmo, afirmou o Papa, “nos afeta pessoalmente: são muitos os problemas em que sentimos a tentação de que Deus não me salva, não me conhece, talvez não tenha a possibilidade; a tentação contra a fé é a última agressão do inimigo e devemos resistir a ela porque assim nos encontramos com Deus e encontramos a vida”.
Diante desta tentação, o salmista “invoca Deus, chama-o pelo seu nome”, prosseguiu. Nesse momento, “A visão dos inimigos desaparece agora, não venceram porque quem crê em Deus está certo de que Deus é seu amigo”.
“O homem já não está só, os inimigos já não são tão imbatíveis como pareciam, porque o Senhor escuta o grito do oprimido e responde do lugar da sua presença, do seu monte santo. O homem grita na angústia, no perigo, na dor; o homem pede ajuda e Deus responde.”
“Este entrelaçar-se do grito humano e da resposta divina é a dialética da oração e a chave de leitura de toda a história da salvação. O grito expressa a necessidade de ajuda e interpela à fidelidade do Deus que escuta”, sublinhou o Pontífice.
A oração, acrescentou, “expressa a certeza de uma presença divina que já se experimentou e na qual se acreditou, e se manifesta plenamente na resposta salvífica de Deus. Isso é importante: que, na nossa oração, esteja presente a certeza da presença de Deus”.
Por isso, “inclusive no meio do perigo e da batalha, pode dormir tranquilo, em uma atitude inequívoca de abandono confiante”.
“O medo da morte é vencido pela presença d'Aquele que não morre. É justamente a noite, povoada de medos ancestrais, a noite dolorosa da solidão e da espera angustiante, que se transforma: o que evoca a morte se converte em presença do Eterno”, acrescentou.
O Papa convidou os presentes a rezar este salmo, fazendo seus “os sentimentos do salmista, figura do justo perseguido que, em Jesus, encontra seu cumprimento”.
“Na dor, no perigo, na amargura da incompreensão e da ofensa, as palavras do salmo abrem o nosso coração à certeza consoladora da fé. Deus sempre está perto – escuta, responde e salva do seu jeito.”
No entanto, “é necessário saber reconhecer sua presença e aceitar seus caminhos, como Davi fugindo humilhado do seu filho Absalão, como o justo perseguido do Livro da Sabedoria, como o Senhor Jesus no Gólgota”.
“E quando, aos olhos dos ímpios, Deus parece não intervir e o Filho morre, então é quando se manifesta a todos os crentes a verdadeira glória e o cumprimento definitivo da salvação”, concluiu o Papa.
Fonte:http://www.zenit.org/index.php?l=portuguese

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