Mês de Agosto na igreja do Brasil: Mês dedicado às vocações



O mês de agosto, na Igreja do Brasil, é especialmente dedicado às vocações em suas diversas expressões: familiar, sacerdotal e vida consagrada.

Somos convidados a refletir, orando, sobre a realidade de cada uma destas vocações no Mundo de hoje e sobre os desafios com que se defrontam atualmente.


A realidade da família na moderna sociedade está sendo duramente agredida pelo paganismo crescente que vem proclamando cada vez mais ostensivamente a morte do “modelo tradicional” de família, como dizem, e a sua substituição por novas modalidades de família, entre as quais destacam-se, com agressiva veemência, a da união de homosexuais ou de lésbicas. A campanha, com as famosas “passeatas gays” tem feito grande agitação em torno do tema e já na esfera do Governo Federal, na área da justiça e na Assembléia Legislativa os pronunciamentos favoráveis a este tipo de união reconhecida como “casamento” se fazem ouvir cada dia com maior nitidez.
A missão da Igreja, sobretudo através da Pastoral Familiar, deve necessariamente caracterizar-se pela defesa corajosa e firme da Família tal como Deus a criou, união conjugal entre um homem e uma mulher envolvida pela graça do Sacramento de Matrimônio. Outrossim, é preciso na formação da Fé, destacar com muita clareza que não cabe ao ser humano “escolher” se pretende ser homem ou mulher, o que é determinado pelo Senhor. A questão da Homosexualidade, bem o sabemos, é bastante complexa no contexto cultural em que vivemos, e obviamente não pretendo aprofundá-la nos limites pequenos desta mensagem, mas muitas publicações guiadas pela Doutrina Cristã têm sido feitas, inclusive pela Santa Sé, e que podem ser encontradas seja nas livrarias católicas, seja via internet.
A realidade do Sacerdócio e da Vida Consagrada navega também por águas turbulentas no mundo moderno, e muito precisam das luzes da oração e da meditação sobre a Palavra de Deus. Um relativismo secularizador fez caminho neste campo sagrado, causando um esvaziamento preocupante em várias regiões do mundo, da Europa à América Latina. Um grande desafio!!! Múltiplas causas estão na origem desta crise, que lança raízes numa leitura equivocada e ideologizada das orientações do Concílio Vaticano II. A Europa e o Canadá foram mais duramente atingidos por estas tempestades com um vertiginoso declínio das vocações. Grandes Seminários e Conventos masculinos e femininos foram fechados ou vendidos. No Canadá, Bispos reagrupam paróquias por não terem sacerdotes suficientes… O Santo Padre Bento XVI tem anunciado corajosamente as causas e os efeitos sofridos desta crise e tem encorajado a Igreja a retomar os caminhos da autêntica evangelização, resgatando valores fundamentais da Fé e da experiência da Divina Pessoa de Jesus Cristo. Pela graça de Deus, genuflexos nós O louvamos por vivermos em nossa Arquidiocese, em nossa Província Eclesiástica, um florescimento vocacional, especialmente para o Clero Secular, que muito nos emociona.
Nossa juventude, que já sente a fadiga do “sem razão”, do vazio da horizontalidade da vida de prazeres e de sexo mal vivido, vem buscando cada vez mais os valores evangélicos, a experiência mais profunda do encontro com o Senhor Jesus, e é neste campo bom que cai e frutifica a semente de uma nova vida, a vida em Deus e com Deus.
Não podemos ser pessimistas e muito menos frustrados diante dos vendavais das crises modernas. Relembro aqui as maravilhosas palavras do Papa Bento XVI na recitação do “Angelus” em Roma, no passado dia 02 de maio: 
”A fé em Jesus exige que O sigamos quotidianamente, nas simples ações que compõem o nosso dia. É próprio do mistério de Deus agir de maneira humilde. Só lentamente Ele constrói na grande história da Humanidade a sua história. Torna-se homem, mas, de modo a poder ser ignorada pelos contemporâneos, pelas forças poderosas da história. Sofre e morre e, como Ressuscitado, deseja alcançar a humanidade unicamente através da fé dos seus, aos quais se manifesta. Ele bate continuamente à porta dos nossos corações e, se lhe abrimos, lentamente torna-nos capazes de “ver”!”
Que a Santíssima Virgem Maria, cuja solenidade da Assunção celebramos neste mês, nos obtenha a graça de “abrirmos a porta do nosso coração” ao Senhor, para que Ele entre e nos faça ver com coragem e amor os caminhos que Ele nos indica em meio aos sombrios atalhos que o mundo nos apresenta em direção ao mal, ao nada, à morte…
+Dom Fr. Alano Maria Pena OP
Arcebispo Metropolitano de Niterói


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