O santo
padre o Papa Francisco definiu, para o dia 8 de dezembro de 2015(ontem),
Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o início do Ano Santo da Misericórdia, que se seguirá até o dia 20 de
novembro de 2016. Na bula Misericordiae Vultus ("O
Rosto da Misericórdia"), ele ressaltou a grandeza da misericórdia divina e, ao mesmo tempo, a
importância de os fiéis aplicarem em sua vida a virtude da misericórdia.
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Fonte:http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/11/24/oracao-do-papa-francisco-pelo-ano-da-misericordia/ |
Assim
sendo, não pode haver misericórdia entre Deus Pai e Deus Filho, já que ambos
são Pessoas Divinas; é só quando Deus Se volta para as Suas criaturas que se
pode falar de misericórdia. Esta se manifesta em nossa criação, quando Deus nos
dá a existência, e também em nossa caminhada como cristãos, pois, quando caímos
no pecado, Ele vem ao nosso encontro e nos oferece o Seu perdão, a remissão de
nossas culpas.
A misericórdia,
porém, não se trata de "pagar o que se deve", mas de dar com
abundância, sem medidas. Deus, quando exerce Sua misericórdia para conosco, não
nos trata de acordo com os nossos méritos. "Se levardes em conta nossas
faltas – canta o salmista –, quem haverá de subsistir?" (Sl 129, 3).
Também
muito importante para que se receba a misericórdia é que se tome consciência da própria miséria. Por isso, é
difícil falar de misericórdia para uma sociedade que transformou o pecado em
"orgulho" e promove Paradas Gays e Marchas das Vadias para ostentar a
miséria do pecado. Se não se reconhece a própria pequenez, torna-se impossível
viver de misericórdia.
Santo
Tomás, ao falar sobre a virtude humana da misericórdia, explica que "a dor
pela miséria alheia" pode ser "um movimento do apetite
sensitivo" e, enquanto tal, é apenas uma paixão.
Não basta
compadecer-se das pessoas e ficar de braços cruzados. Importa agir para
"socorrê-las", como diz a própria definição de Santo Agostinho.
Verdade e misericórdia. – Para esse Ano Santo que se
aproxima, uma boa maneira de se preparar é entregando-se inteiramente a Deus, pelas mãos da
Santíssima Virgem,
invocada pela Igreja comomater misericordiae ("mãe
de misericórdia"). Ela entregou na Cruz o seu próprio Filho e recebeu, em
troca, esses filhos leprosos, que somos nós (cf. Jo 19, 25s).
Ainda que
sejamos pecadores, porém, Deus não nos quer convivendo com o pecado, como se
fôssemos feitos para viver no egoísmo e na miséria. O Cardeal Mauro
Piacenza, em uma recente conferência da
Penitenciária Apostólica, recordou que a verdade e a misericórdia sempre andam juntas. A
verdadeira misericórdia é tirar as pessoas da baixeza em que se encontram e
colocá-las diante da maravilhosa "vocação universal à santidade",
anunciada pelo Concílio Vaticano II.
Peçamos a
interseção de nossa Senhora, para que neste ano da misericórdia, ela nos ajude
a chegarmos a Jesus por meio das praticas mais simples, e assim imitar esta que
foi quem mais amou a Jesus, já preparando os nossos corações para receber
aquele que há de vir.
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Fontes:
Papa Bento XVI, Exortação Apostólica Sacramentum
Caritatis
cancaonova.com